terça-feira, 19 de maio de 2015

Epílogo

— Agarra, papa!
Zac alçou ambas as mãos instintivamente, ao ver chegar uma bola de beisebol que, surpreendentemente, ia a direta de seu peito, quando saia da garagem.
— É, espera que eu mude de roupa e vá por uma luva. De acordo, Lynda?
Lynda Efron cuspiu no chão, como só um menino de quatro anos sabe fazer, e correu ao encontro de seu pai.
— Certo.
— E sua irmã? — perguntou Zac enquanto tomava nos braços o terror da casa.
— Lynda! — gritou Vanessa abrindo uma janela no segundo andar —. Acabei de fazer o Liam, e como o acordou lhe juro que lhe tirarei o jantar. Ah, olá! — saudou contente seu marido —. Agora mesmo desço.
— Bella está ajudando James a pintar o quarto de Piter — informou Lynda a seu pai —. Eu também tenho ajudado, mas me cansei de pintar.
— Compreendo.
Ao abrir-se a porta dos fundos da casa, Zac levantou a cabeça acima dos cabelos achocolatados de sua filha e bebeu com os olhos a figura de sua mulher, de pé no batente da porta. Vanessa levava outro bebê nos quadris, e apartava o cabelo do rosto suspirando, enquanto sorria a Zac. — Olá, baderneiro — saudou Zac a seu filho de três anos e meio, tomando-o nos braços com a mão que lhe ficara livre e beijando sonoramente, enquanto observava que estava manchado de tinta —. Você também tem ajudado James, verdade?
— Uh— huh — assentiu Piter mostrando as mãos —. Sujas.
— Sim — disse Zac deixando a ambas as crianças no chão —. Por que não vão os dois dizer a James que já é hora de deixar a pintura? Depois lavem as mãos e preparem-se para o jantar.
Zac endireitou-se, observou sorridente seus filhos, que começaram a correr, e abriu os braços para receber sua mulher. Vanessa lançou-se sobre ele e acariciou sua cintura e suas costas por debaixo do abrigo.
— Olá, querido.
O coração bateu-lhe acelerado, ao ver o brilho do amor nos olhos de Vanessa. Inclinou a cabeça, buscou sua boca, e desfrutou das curvas de sua delgada silhueta contra si. Algum dia se acostumaria a que Vanessa o amasse? Inclusive nesse momento, depois de cinco anos de casamento e quatro filhos, ela era capaz de derretê-lo com um sorriso. O amor de Vanessa era o milagre de sua vida.
— Tudo certo no dia de hoje? — perguntou Zac —. Continua Liam do mesmo jeito?
Seu filho mais novo completaria seis meses no dia seguinte, e estava nascendo-lhe os dentes. Na noite anterior Zac e Vanessa tinham se revezado para levantar-se e atendê-lo.
— Não está tão mal — disse Vanessa beijando-o no pescoço e sussurrando ao seu ouvido —: Enfim saiu-lhe o dente. Hoje dormiu muito bem após o almoço, e aposto que esta noite vai dormir bem.
Uma onda de excitação percorreu o corpo de Zac ao sentir a boca de Vanessa no pescoço. Zac deslizou as mãos por suas costas até agarrar-se às curvas de seu traseiro.
— Isso espero, porque tenho grandes planos para esta noite.
— Aposto que sim — contestou Vanessa rindo e se pressionando contra os evidentes "planos" de Zac.
— Mas só se não estiver muito cansada — advertiu Zac, compreendendo que cuidar de quatro meninos e um negócio, ainda com a ajuda de James e de Ashley, era cansativo.
— Hoje dormi após o almoço.
— Bem — contestou Zac voltando a beijá-la profundamente —. Quero você — sussurrou contra seus lábios —. No dia em que decidiu que queria ter um filho foi o mais feliz de minha vida.
— E no dia em que decidi que o pai de meus filhos seria um eminente solteiro de ouro foi o meu — contestou Vanessa com olhos brilhantes, enquanto Zac a tomava nos braços e entrava no ruidoso lar cheio de meninos que tinham criado juntos.

FIM!!

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OMG!! O Zac e a Vanessa já tiveram mais dois filhos??? Liam e Piter ♥ 
Acho que esse final não poderia ser melhor não é!?
Aqui está o site com a sinopse da nossa próxima fic: PERIGOSA ATRAÇÃO!!
A partir do 1º capítulo já está valendo o nosso top coments okay!?
Muito obrigada meninas por sempre acompanharem a 
fic!! E até a próxima!!
Beijões!! :D

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Capítulo 27 (Último Capítulo)

— Tinha desistido. Quando foi para o Alabama, compreendi que não tinha nenhuma chance. Então conheci Taylor e...
— Não — se apressou Vanessa a levantar uma mão e tampar sua boca. — Compreendo. Jamais esperei ocupar seu lugar.
— Não, jamais poderia ocupar seu lugar — confirmou. Aquelas palavras retorceram-se no coração de Vanessa como uma faca profunda numa ferida. Vanessa baixou a cabeça. Mas podia suportá-lo, Zac acabava de dizer que também a amava —. Mas isso é porque você sempre ocupou a maior parte de meu coração, desde muito antes que conhecesse Taylor. Queria bem a ela — acrescentou Zac baixando o tom de voz —, mas sempre teve uma parte de mim que lamentava que não fosse você.
Vanessa sentiu tal choque que quase desmaiou. Zac se alarmou, assim a levou para a cama e a fez se sentar, tomando assento a seu lado e a rodeando com um braço.
— Sente-se bem?
Vanessa assentiu. Levantou uma mão e tocou sua bochecha, fechando os olhos e sentindo o prazer de sua cálida pele.
— Durante todos estes meses não desejava senão que me amasse — sussurrou ela —. E agora... me ama — sacudiu a cabeça. — . Me belisque, isto é um sonho.
— Ocorrem-me muitas coisas que gostaria de fazer-lhe, mas beliscar não é uma delas — riu Zac aliviado, girando a cabeça para sua mão e beijando a palma —. Deus! Quero você. Quis você sempre, acredito. Diga-me — rogou Zac alçando a cabeça para ela.
— Quero você — disse ela baixinho e profundamente, se inclinando para ele e lhe oferecendo a boca para beijá-la.
Zac atraiu-a para si, com uma mão sobre as costas e a outra sobre o ventre. Suave, ternamente, tomou seus lábios num beijo tão doce que arrancou lágrimas de Vanessa.
— Devo ser o homem mais feliz deste mundo.
— E eu a mulher mais feliz.
— Então, significa isso que vai reconsiderar a ideia de se mudar?
— Lamento não ter confiado em você. Suponho que... Custa-me deixar de lado minha independência.
— Porque nunca pode confiar nem depender de ninguém — disse ele —. Mas prometo que eu sempre estarei aqui, sempre que precise de mim. Se não quer meu dinheiro, não importa. Se o querer todo, também. Agora somos um só, em todos os sentidos que nos que importa.
Vanessa sentia exatamente o mesmo. Sorriu, desenhando a silhueta dos lábios de Zac com um dedo, e disse:
— Na realidade, logo seremos quatro. Não lhe dá medo?
— Em absoluto — o sacudiu a cabeça —. Não, agora que estaremos juntos.

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Que bom que tudo se resolveu!!! 
Estou tão feliz quanto esses dois!! :D
Agora só falta o nascimento das meninas pra completar a nossa
felicidade neh!? 
Então não percam o epílogo!! :D
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até mais!!

domingo, 17 de maio de 2015

Capítulo 26 (Penúltimo Capítulo)

— Zachary?
— Sou eu.
— Sou Stuart Brockhiser. Temo que sua mulher não se encontre bem.
— Está no banco?
— Não, já foi. Veio assinar os papéis, mas pouco depois de chegar, correu para o banheiro de senhoras. Esperei-a, mas não voltou a meu escritório, e um dos empregados me disse que saiu do banco faz um tempo.
— Obrigado por avisar-me, Stuart — contestou Zac —. Será melhor que vá pra casa.
Zac ligou para casa do carro, mas Vanessa não tinha chegado ainda. James prometeu avisá-lo assim que tivesse notícias dela. Também não estava na galeria, e Ashley também não sabia de nada. Ao entrar na garagem de casa, o telefone continuava sem soar. James saiu para recebê-lo, preocupado.
— Onde pode estar?
— Não sei — disse Zac, que se apressou a chamar o hospital.
Vanessa não tinha ido à consulta do médico, e também não tinha estado no hospital. O pânico apoderou-se de Zac, que tratou por todos os meios de se dominar. Por fim decidiu voltar à cidade, ainda que não soubesse muito bem que direção tomar. Se tinha ido ao banco, podia estar sentada em qualquer um dos cafés próximos, ainda que o inquietasse a ideia de que não o chamasse se se sentisse mal ou estivesse de parto, tal e como temia. Por fim no carro, a caminho, soou o telefone.
— Sim?
— Zac, Vanessa está em casa — disse James.
— Obrigado, está bem?
— Não sei. Subiu diretamente para seu quarto, e pediu-me que não a incomodasse.
— Estarei ai em cinco minutos.
Zac girou o volante numa manobra proibida e foi em direção a Brookline. Saiu apressado do carro e subiu os degraus de dois em dois, jogando a jaqueta para James e se dirigindo para o dormitório de Vanessa.
— V! Onde diabo estava? Tenho estado preocupado pensando...
— Pois deixa de preocupar-te. Estou bem. Os bebês estão bem — interrompeu ela com frieza e calma, em contraste com a veemência dele.
— Ocorre algo?
— Não.
Algo mal ocorria, algo terrível, mas Zac nem sequer podia imaginar de que se tratava. Ficou observando-a por uns segundos.
Estava pálida, mas não parecia se sentir mal. Então se deu conta do que ela fazia: as malas. Vanessa esvaziava sistematicamente as gavetas.
— O que está fazendo?
— As malas.
— Por quê? — perguntou Zac cheio de frustração.
— Porque sim. Vou embora. Este casamento é um erro.
A frustração e o medo de Zac deram lugar ao terror. À ira.
— Um erro? Que demônios se passa? O senhor Brockhiser me ligou e me disse que saiu de seu escritório, e que está preocupado.
— Ah, sim, o senhor Brockhiser. seu amigo — comentou Dulce algo mais de acaloramento —. seu bom amigo, o banqueiro, disse-me hoje que se ofereceu para garantir meu crédito.
— Que eu... Que? Isso não é verdade, eu jamais...
— Ele me disse — interrompeu-o Vanessa acaloradamente —, assim não se incomode de o negar.
— Mas eu o nego! — exclamou Zac guardando depois silêncio e tratando de recordar sua conversa com o senhor Brockhiser. Que era exatamente o que lhe tinha dito? Que se fosse ele, apoiaria qualquer projeto de Vanessa. Mas não o tinha dito num sentido literal —. Humm... Acho que você e Stuart interpretaram mal minhas palavras — acrescentou Zac com mais calma.
— Não importa.
— A mim sim. Disse-lhe que se eu fosse banqueiro, apoiaria qualquer projeto seu. Porque eu creio em você — afirmou Zac —, não porque queira liberar o dinheiro, arriscando-o.
— O risco não é tão grande.
— Isso já sei! — gritou Zac —. Não acabo de dizer isso?
Vanessa deixou-se cair na cama, fez-se uma massagem nos rins, suspirando.
— Escuta Zac, sinto ter lhe preocupado. Se tenho interpretado algo mal, lhe peço desculpas por isso também, mas...
— Sim, fizeste.
— Mas isto... — continuou Vanessa fazendo um gesto para o quarto —... não vai funcionar.
— O que é que não vai funcionar? — perguntou Zac aterrorizado, imaginando ao que se referia, negando-se à escutar.
— Nosso casamento.
— Por que?
— Porque você só se casou comigo para ter filhos! — gritou ela.
— E você também! — gritou ele por sua vez. Fez-se um silêncio no quarto, enquanto ambos digeriam as duras palavras dos dois —. Além de pelo meu dinheiro, claro — acrescentou Zac amargamente.
— Por seu dinheiro? — repetiu Vanessa com voz estrangulada, contendo o fôlego —. Se quisesse seu dinheiro, por que me ia incomodar tanto em obter o crédito?
— Bem — contestou Zac depois de uma pausa, considerando-o —. Então suponho que essa lista detalhada de objetos e móveis da cada cômodo foi feita por diversão.
Vanessa olhou-o perplexa, fixamente. Seu olhar fez-se depois mais penetrante, até que por fim se pôs em pé e abriu a gaveta do armário pegando os papéis a que ele se referia. Atirou-os ao ar, num gesto acusador, e disse:
— Se se refere a isto, realmente o escrevi só por diversão, para esquecer o fato de que estava prisioneira nesta cama e não podia me mover. E se não quer acreditar, pergunta a James. Ele sugeriu que me dedicasse a fazer listas.
O rosto de Vanessa estava completamente pálido. As mãos tremiam. Vanessa voltou-se lhe dando as costas. Recolheu a roupa que tinha tirado e os jogou na mala sem os dobrar sequer. Aquele gesto revelava o quanto estava cansada, porque Vanessa era incapaz de guardar a roupa usada sem a dobrar primeiro.
— V, não quero que se vá — disse ele com calma desesperado.
— Tenho que ir — contestou ela com igual calma.
— Para onde? Aonde irá? — perguntou Zac lutando de repente por seu casamento, por sua vida.
— Vou ficar no Hilton durante três dias. Depois voltarei a meu apartamento.
— Seu apartamento? Achava que o contrato vencia neste mês.
— Renovei.
Tinha renovado o contrato. Aquelas palavras permaneceram sem sentido para Zac durante instantes. Depois, compreendendo de repente o que significavam, toda a esperança que ainda lhe restava se desvaneceu. Vanessa não acabava de tomar uma decisão, fazia só duas horas que tinha saído do banco. O que significava que...
— Jamais pensou permanecer em minha casa, casada comigo, não é verdade? — perguntou Zac tratando de engolir a intensa dor de seu peito —. Foi só uma decisão temporária para... Para que? Se não era por dinheiro, então, para que?
— Achei que funcionaria — contestou Vanessa voltando a sentar-se na cama, enlaçando as mãos baixo o ventre e olhando pela primeira vez a Zac aos olhos com tristeza —. Tínhamos uma profunda amizade, e estava segura de que entre nós teria paixão, tal e como você disse... Mas não posso continuar vivendo assim, Zac — explicou voltando a se pôr em pé e se dirigindo à janela —. Não me basta. Jamais sonhei em ter um casamento e uma família para valer, mas você me fez desejar e... — Vanessa sacudiu a cabeça e depois a levantou para olhar o teto. Estava a ponto de chorar —. Não posso competir com um fantasma. Eu nunca serei a Taylor. E se alguma vez encontrar alguém que possa lhe dar o que ela lhe dava, não quero estar aqui para ver. Não quero ser um obstáculo em seu caminho. Não suportaria.
Zac olhou-a atônito. Estava dizendo o que queria, o que esperava, o que rogava que dissesse?
— V... — disse dando um passo para ela.
— Não — o deteve ela com um gesto do braço. Zac parou —. Não. Compartilharemos as meninas, prometo. Não irei a nenhuma parte, nem lhe negarei tempo para estar com elas. Estará tanto quanto eu. Poderá...
— Vanessa! — Zac disse quase a gritos, uma vez mais. Em dois passos esteve a seu lado. O coração batia freneticamente no peito. Com dedos trêmulos agarrou-a pelos ombros e obrigou-a a se virar. Vanessa estava chorando. Zac sentiu-se terrivelmente ferido ao comprová-lo, mas a esperança e a alegria cresciam com força em seu interior —. V... Está dizendo que...? — Zac respirou fundo. Equivocava-se, se não era verdade o que tinha acreditado entender, todo seu mundo, toda sua vida teria acabado —... Ama-me?
Os olhos de Vanessa eram como dois poços profundos de chocolates, brilhantes por causa das lágrimas. Vanessa assentiu. Zac não podia acreditar. Exalou o ar retido, que nem sequer sabia que estava contendo, e disse:
— Sabe quanto tempo tenho estado lhe amando? Sabe quantos anos tenho estado lhe desejando?
Zac ficou olhando-o nos olhos, hipnotizada pela intensidade de seu azul, sustentando seu olhar.
— Você... me ama?
— Amo você. Amei você sempre — repetiu Zac sacudindo-a muito suavemente.
— Mas jamais me disse... — insistiu Vanessa incapaz de acreditar nele.
— Jamais mostrou interesse em me escutar — explicou Zac com calma, com o eco de uma antiga dor em sua voz.
— Mas quando voltei a Boston você já tinha casado. Aquilo me deixou... Atônita. E magoada...
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Só assim com a avalanche despencando pra esse dois finalmente falar
que um ama o outro!!! Eitaaa que tava dificil!!
Espero que depois isso a Vanessa desista de se separar do Zac!!
Espero que eles voltem a fica bem!! 
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até mais!!


sábado, 16 de maio de 2015

Capítulo 25

Ao chegar ao escritório Vanessa fechou a porta e apoiou-se nela. As lágrimas começaram a correr por suas bochechas, deixando um rastro de fogo. Respirava com dificuldade. O fato de que Zac pudesse falar de Taylor com tanta naturalidade, instantes após que eles dois tivessem estado a ponto de manter uma conversa importante, era o mais revelador. Mais revelador que qualquer palavra. Zac tinha deixado bem claro qual era seu papel, dentro de sua vida. E não era o de esposa amada.
Vanessa continuava sentindo-se magoada no dia seguinte, quando o proprietário a chamou para lhe perguntar se queria renovar o contrato de aluguel do apartamento. Disse estar ocupada para ganhar tempo, mas seu primeiro impulso foi responder-lhe que sim. Na realidade não precisava do apartamento, vivendo com Zac, mas... Uma voz em sua mente aconselhava-lhe conservá-lo, e Vanessa sabia muito bem ao que se devia sua vacilação. Enquanto Zac continuasse tendo Taylor presente em seu coração, o futuro de ambos era incerto.
Sim, teriam filhos, e estava segura de que Zac veria esses filhos como um laço entre os dois. Mas não estava segura de poder compartilhar Zac com uma lembrança. E a cada dia duvidava mais.
Ademais, tinha outro fantasma. Um fantasma bem mais real e ainda mais temível que a lembrança de sua ex-mulher: o rosto de Zac ao ver àquela enfermeira tão parecida com Taylor. Vanessa tinha gravada em sua mente a expressão do semblante de Zac, era como uma ferida. Que aconteceria se algum dia encontrasse outra mulher parecida com Taylor? As convicções de Zac a propósito do casamento e a família podiam perfeitamente ser postas à prova, se algum dia voltasse a apaixonar-se. E então, o que seria dela? Ficaria sozinha. Sozinha, como tinha estado sempre em sua vida, Vanessa não queria precipitar as coisas, de maneira que chamou ao proprietário e marcou uma hora para assinar o novo contrato antes de ir ao banco para pôr em ordem os papéis para o empréstimo.
Vanessa assinou o novo contrato nesse mesmo dia e, logo após, dirigiu-se ao banco com certa sensação de alívio. Conservar o apartamento fazia-a sentir-se mais segura, como se ainda tivesse em suas mãos as rédeas de seu futuro.
— Senhora Efron! Obrigado por vir — saudou-a o senhor Brockhiser, saindo ao saguão para saudá-la e apertar sua mão.
— É um prazer, acredite — sorriu Vanessa —. Alegrei-me muito de que me chamasse. Estou decidida a aumentar a galeria.
O senhor Brockhiser a fez passar a seu escritório e tomar assento.
— Alegro-me de ouvi-lo, ainda que vá estar muito ocupada com essas gêmeas, não?
— Sim, mas como...? — Vanessa interrompeu-se —. Como sabe você que vou ter gêmeas?
— Zac me disse — contestou o banqueiro —. Acho que vocês dois eram amigos da infância, não? Minha mulher morre por conhecê-la.
— Humm... Pois sim, crescemos juntos, sim. Não sabia que conhecesse Zac.
— Oh, sim, conhecemo-nos faz tempo. Eu o conhecia antes que tivesse ficado rico. É uma pessoa com instinto para os negócios. Quando me disse que apoiaria qualquer projeto que você se propusesse, voltei a falar com a comissão de empréstimos e solicitei de novo seu crédito. Deveria ter-me dito você que estava casada com Zac, lhe teria dado o crédito instantaneamente.
Vanessa ficou gelada. Então essa era a razão da mudança de opinião: Zac respaldava o crédito, garantia-o. Tudo começou a fazer sentido: a afável bem-vinda do banqueiro, o fato de que a fizesse entrar em seu escritório. Vanessa tratou de aparentar indiferença e disse:
— Se importaria em desculpar-me por um momento, senhor Brockhiser?
Antes que ele pudesse responder, Vanessa tinha levantado da cadeira e saía do escritório. Atravessou o saguão e girou numa esquina em direção aos banheiros.
— Encontra-se bem, senhora Efron? — gritou o banqueiro desde a ombreira da porta.
Vanessa não contestou. Por sorte o banheiro não estava ocupado. Fechou a porta e começou a respirar fundo, tratando de reprimir o pranto. Não podia crer. Zac sabia, sem nenhuma dúvida, que ela se tinha proposto realizar o projeto sem sua ajuda. Como era possível que tivesse se encontrado com o banqueiro a suas costas? Algumas lágrimas escorregaram por suas bochechas, mas Vanessa repetiu-se que eram de raiva. Não obstante, no fundo sabia que não era assim.
Zac tinha-lhe feito conceber esperanças num futuro que nunca, até então, tinha acreditado ser possível. Vanessa jamais tinha sonhado com o amor. Não tinha permitido a si mesma, porque sabia que derrubar as defesas amargamente levantadas a destruiria. Nunca tinha experimentado um verdadeiro amor em sua vida, e se sentia aterrorizada ante a ideia de que pudesse existir algo assim. Mas Zac tinha sabido derrubar lentamente os alicerces desse medo, e ainda que Vanessa soubesse que jamais chegaria a ser tudo o que ele esperava numa mulher, acreditava, com certeza, que podiam viver juntos o resto de suas vidas. Ela lhe tinha oferecido filhos, uma devoção muda, um feliz casamento baseado na amizade e na paixão... E ele lhe tinha jogado tudo na cara.
Zac conhecia a rejeição que ela sentia ante a ideia de aceitar dinheiro dele, sabia o importante que era para ela a independência. Mas tinha preferido ignorá-lo. Se a amasse, teria respeitado seus desejos. E esse era realmente o problema.
Vanessa tinha estado enganando-se a si mesma, achando que podiam viver juntos. Mas era impossível. Juntos, não. Porque a Zac isso não lhe interessava.
Zac pendurou o telefone de mau humor. Onde estava Vanessa? Aquela manhã tinha telefonado três vezes para a galeria, mas Ashley tinha-lhe dito uma e outra vez que nem sabia onde ela estava, nem quando voltaria. A princípio, Zac só tinha ligado para convidá-la para comer, mas ao compreender que não podia localizá-la tinha começado a se inquietar. E essa inquietude aumentava a cada momento. Em que estava pensando Vanessa? Para uma mulher em seu estado, sobretudo com o risco acrescentado da gravidez múltipla, devia dizer sempre aonde ia.
Tinham passado três semanas, desde o dia em que ela tinha saído apressadamente da pequena sala de jantar da cozinha, depois de revisar as caixas. Zac sabia que aquele momento tinha sido definitivo de sua nova relação, mas continuava sem compreender exatamente em que sentido tinha ficado definida. Naquela noite, Vanessa tinha dormido em seu próprio dormitório, alegando uma dor de estômago. No dia seguinte ela tinha ido ao médico e, quase como se fossem cúmplices, este lhe tinha proibido manter relações sexuais até o parto. E desde então ela não tinha voltado a seu dormitório. Zac tinha tratado de convencê-la algumas vezes, mas ela tinha alegado que dormia mal e que não ia deixá-lo dormir. E as poucas vezes em que Zac tinha tentado falar sobre o sucedido naquele dia, Vanessa evitava o assunto. Nem sequer tinha-o olhado. Que demônios tinha ocorrido? Estava sentida por causa da roupa de bebê, encontrada na caixa? Seria possível que sentisse ciúmes de Taylor, e das lembranças que conservava dela? Zac não acreditava nisso. Vanessa tinha querido muito a Taylor. Ademais, era evidente que ele jamais tinha sentido por sua falecida esposa o mesmo que por Vanessa. Não, podia ser um produto de sua imaginação.
Apesar de tudo, Zac tinha tido o tato de voltar a guardar a roupa de bebê na caixa e a guardar, dentro do armário do quarto das meninas. Dias depois, não obstante, Vanessa tinha aberto a caixa e tinha tirado tudo do armário para utilizá-lo, e, evidentemente, não era essa a razão.
De repente soou o telefone. Zac atendeu-o preocupado.
— Sim?
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O que ta acontecendo hein!? 
Chegou a hora da avalanche despencar e acabar com tudo de lindo e
maravilhoso que estava acontecendo!?
Quero que eles voltem ao que era antes!!!!! 
E quem será que ta ligando pro Zac hein?!
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até mais!!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Capítulo 24

Ao notar um dedo, em seu interior, entre as pernas, Vanessa gritou de prazer e enterrou a cabeça na almofada. Então ele a penetrou de cheio com o dedo. Vanessa começou a agitar desesperadamente os quadris e ele gemeu junto a seu ouvido. Ela alongou uma mão para trás e o acariciou. Buscou seu corpo viril e puxou-o para frente, ansiando em completar a união. Zac colocou de novo a mão sobre seu ventre para sujeitá-la com firmeza e por fim penetrou-a. De imediato começou a mover-se. Lentamente, repetiu uma e outra vez o movimento até que ela voltou o rosto para ele e rogou:
— Mais depressa!
Zac soltou uma gargalhada profunda e contestou:
— Certeza de que tem pressa?
Vanessa alongou de novo a mão para trás e pressionou o traseiro contra ele, mas Zac capturou sua mão e lhe levou de novo adiante do peito, enquanto a sujeitava com a outra. Sem deixar de penetrá-la e de mover-se, Zac baixou a mão que lhe ficava livre e começou a acariciar outra vez entre as pernas. Vanessa sentiu que o clímax se acercava. Dentro dela, o corpo de Zac, sumamente rígido, começou a se liberar em seu interior. Zac a pressionou com força e jazeu-se em seu interior com uma convulsão, gemendo.
Os corpos de ambos, suados, recuperaram lentamente a calma. Zac alongou a mão e atirou dos lençóis sem mover-se, sem apartar-se dela. Beijou sua nuca, mas quando Vanessa quis se dar a volta lhe impediu, dizendo em sussurros:
— Durma, coraçãozinho.
Vanessa se deitou de novo na mesma postura e fechou os olhos preocupada. A distância que ele tinha querido impor entre eles parecia ter se desvanecido, com o fogo da paixão, mas Vanessa continuava sentindo que algo não ia bem. Os sentimentos de Zac por ela tinham mudado. E não para bem.
Com vinte e quatro semanas de gravidez, a ecografia confirmou que os bebês estavam bem. Para primeiros de setembro Vanessa estava com trinta e duas semanas, e tudo continuava igual.
—Amanhã tenho que ir ao médico outra vez — recordou Vanessa a Zac.
Depois daquela estranha noite, as coisas entre ambos iam bem, ainda que de vez em quando Vanessa se sentisse frustrada ante a distância emocional que Zac parecia decidido a impor entre os dois. Fisicamente sua relação continuava sendo apaixonada, mas Vanessa notava algo... Algo que nem sequer sabia definir. E estava segura de que não era somente produto de sua imaginação.
— Sim, eu sei — sorriu Zac levantando mal a cabeça do jornal —. Tenho anotado em minha agenda. Voltarei para casa e lhe acompanharei. Acho que este fim de semana deveríamos terminar de preparar o quarto das meninas. Já sei que tudo vai bem, mas é melhor estar preparados, porque se aproxima o parto — acrescentou Zac dobrando o jornal e o deixando sobre a mesa.
— Mas se o parto adiantar-se — advertiu Vanessa séria—, os bebês não poderão voltar a casa imediatamente.
— Não seja pessimista — comentou Zac pondo-se em pé e se acercando de Vanessa, sentada, lendo.
Zac tomou-a pelos braços e fazer levantar-se para estreitá-la em seus braços. No entanto não buscou sua boca como fazia antes, constantemente. Fora da cama, Zac evitava a intimidade entre os dois.
Segundo os médicos, os bebês estavam sãos e cresciam com normalidade. Isso era bom para eles, mas não tanto para Vanessa, que se sentia como uma baleia. Era-lhe impossível pôr calças ou amarrar os sapatos, e cansava-se só em subir umas escadas.
— Oxalá que as próximas semanas passassem rapidamente — comentou Vanessa apoiando a cabeça sobre o ombro de Zac —. Estou cansada de sentir-me feia e gorda. Estou cansada de que me doa as costas e de que me inchem os pés. E estou cansada de estar cansada.
— Eu sei — contestou Zac acariciando-lhe as costas —. Logo passará, e voltará a ser você mesma.
— Isso lhe fará feliz?
— Me alegrarei por você, mas eu lhe acho maravilhosa, tal e qual está — contestou Zac pondo um dedo embaixo de seu queixo e alçando seu rosto para olhá-la nos olhos —. Sempre me pareceu linda V. Não há um dia, desde que tinha treze anos, que não conseguisse me tirar o fôlego.
Vanessa sentiu que o coração parava, ante a sinceridade daquela confissão. Zac estava lhe dizendo que a amava, ou simplesmente que sempre o tinha excitado?
— E por que não me disse nunca nada?
— Estava com esse jogador de futebol — contestou Zac depois de fazer um gesto depreciativo, afastando-se dela —. Que chance eu teria tido?
— Não... Não sei — disse Vanessa com sinceridade, feliz e ao mesmo tempo... Doente. Não, doente não era a palavra, mas também não enfadada. Na realidade sentia-se magoada —. Então você...?
— Zac — interrompeu-a James abrindo a porta. Ambos se voltaram para ele —. Desculpem-me. Há algumas coisas que quero que revise Zac. Tirei-as ontem do armário, ao fazer limpeza. Pode ser que tenha algo que queira guardar.
— Bem — disse Zac se dirigindo a Vanessa —. Quer vir revisar comigo?
Vanessa assentiu, compreendendo que o instante de sinceridade tinha passado e que não voltaria a surgir outro, enquanto ela não lhe revelasse seus sentimentos e arriscasse na existência de algo mais que carinho, atração e lembranças entre os dois. Ambos seguiram James até a pequena sala de jantar informal junto à cozinha, onde o mordomo tinha deixado várias caixas.
— O que não quiser mais deixa aí, eu me ocuparei disso — disse James deixando-os sozinhos.
— Pergunto-me que terá aqui — comentou Zac abrindo uma caixa —. Coisas do colégio. Livros de texto — acrescentou apartando a um lado a caixa e abrindo outra.
De repente o rosto de Zac iluminou-se e Vanessa aproximou-se a ele para ver que tinha.
— Que é?
— Coisas de bebê! — sorriu Zac.
— De bebê?
— Sim, Taylor comprou-as, quando começamos a falar da possibilidade de ter filhos — explicou Zac —. Revisa você, e guarda o que queira — acrescentou sacando uma manta e esboçando uma expressão tão terna que Vanessa sentiu que lhe apertava o coração —. Lembro quando Taylor teceu isto. Não acha que Bella ou Lynda estariam lindas, envolvidas nesta manta?
— Humm — respondeu Vanessa profundamente magoada e humilhada —. Acabo de recordar que tenho ligar para Ashley. Vou ao escritório.
— Pode utilizar o aparelho que há aqui.
— Não, não importa — contestou Vanessa desaparecendo.
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Fico feliz que a Bella e a Lynda estão bem!! Não vejo a hora delas chegaram
pra quem sabe elas não mudam a atitude dos pais em questão
de esconder o que estão sentindo!!
Mais essa agora!! Tudo bem que a Taylor foi a primeira mulher do Zac
mas quando o fantasma dessa mulher vai parar de rondar!? Quando é que
o nome dela vai parar de ser pronunciado!?
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até mais!!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Capítulo 23

— Bem, me dá uns minutos para que me troque.
Zac foi à cozinha, contente de escapar daquela situação ainda que só por uns minutos. Era um idiota, voltou a repetir-se em silêncio. Como podia ter achado que Vanessa se preocupava por ele? O fato de que desfrutassem do sexo juntos não significava que ela sentisse nada. Zac colocou a comida no carrinho e subiu ao terraço. Depois fingiu ocupar-se com a mesa, enquanto ela chegava. Vanessa demorou em subir menos do que ele esperava.
— Que encantador! — exclamou ela —. É tão... romântico.
— Já conhece James, acho que desta vez exagerou um pouco — contestou Zac com naturalidade —. É bonito, mas os candelabros ficam excessivos.
Zac recolheu os candelabros da mesa e levou-os ao extremo oposto do terraço. Depois afastou as velas, e voltou a levá-las a seu lugar habitual. Em relação às flores e ao vinho não pôde fazer nada.
Quando por fim se atreveu a olhar Vanessa, ela parecia confusa, estranha. Provavelmente sentia-se aliviada. Ao ver o romantismo da mesa, seguramente teria temido que ele fosse cometer uma estupidez. Como por exemplo, lhe falar de amor...
Mas era melhor deixar de pensar desse modo. Afinal de contas, ele queria Vanessa, queria ter filhos, e tinha conseguido ambas as coisas. E jamais tinha esperado seu amor.
— Sente-se e conte-me tudo — disse Zac lhe segurando a cadeira, tomando assento e afastando as flores como se lhe incomodassem, com toda naturalidade.
— Vai abrir o vinho? — perguntou Vanessa depois de uns instantes de vacilação.
— Ora... Não pensava em fazer, supõe-se que não deve beber. Não sei em que estaria pensando James.
— Um copo não pode me fazer nenhum dano.
— Não quero me arriscar — objetou Zac sem se atrever a olhar —. Deixaremos à celebração para quando tenha ampliado a galeria.
— Algo errado?
— Não — contestou Zac esforçando-se por olhá-la —. Conta.
— Bem, vamos ver... — começou Vanessa sem deixar por um momento de observá-lo —... o que quere saber?
— Quem se concedeu o empréstimo?
— O banco Boston Savings, pode acreditar? Quando pedi, o senhor Brockhiser se mostrou muito educado, mas inflexível.
Não podia ser uma casualidade, pensou Zac. O fato de que tivesse se encontrado com Stuart Brockhiser, e seu banco finalmente lhe tivesse concedido o empréstimo devia ter, evidentemente, alguma relação.
— E contou-lhe por que mudaram de opinião?
— Não, eu também não lhe perguntei. Só me disse que tinha pensado, e que se alegrava de que por fim a comissão de empréstimos tivesse mudado de opinião — sorriu Vanessa —. Estou muito contente para me preocupar com qual foi a razão, contanto que me deem esse empréstimo.
Zac alegrou-se, e decidiu não lhe contar nada da conversa que tinha mantido com Stuart. Afinal de contas eles só tinham trocado algumas palavras, ele não era o responsável por sua mudança de opinião. Ademais, Vanessa não tinha se casado com ele pelas vantagens financeiras que o enlace lhe oferecia?
Zac comportava-se de um modo estranho. Depois do jantar, quase a tinha jogado fora da cozinha, argumentando que ele se ocuparia dos pratos e que era melhor que ela se preparasse para ir para a cama. Em outras ocasiões, quando James não estava, sempre tinham ficado juntos. Vanessa suspeitava que Zac queria se afastar dela, e isso lhe doía. Desde que tinham começado a fazer amor, ela estava convencida de que tinham conseguido vencer outra barreira a mais e criar uma nova intimidade entre os dois. Mas, naquela noite, Zac comportava-se como se não quisesse estar com ela.
E que demônios tinha se passado com o jantar? Ao sair para o terraço e vê-lo tão romanticamente decorado, Vanessa tinha sentido que o coração se apertava. Não podia evitar suspeitar que Zac tivesse pedido a James que preparasse tudo para, depois, mudar de opinião. Mas por que razão?
Era deprimente. Vanessa olhou-se no espelho e suspirou. E, pensando em coisas deprimentes, quanto tempo demoraria Zac em se cansar de fazer amor com uma mulher a quem nem sequer podia rodear por inteiro pela cintura? Vanessa se desnudou e meteu-se em seu lado da enorme cama que compartilhava fazia semanas com Zac. Estava lendo quando ele entrou no quarto.
— Alegro-me de que tenha chegado, estava quase dormindo.
Zac não respondeu, simplesmente sorriu ausente. Esvaziou os bolsos, tirou a roupa e meteu-se na cama. Instantes depois apagou a luz de sua mesa, e ela o imitou. Vanessa esperou que Zac alongasse ambos os braços para estreitá-la, mas ele somente pôs uma mão sobre seu ventre e perguntou: — Moveram-se muito hoje?
— Bastante, mas agora estão quietinhas — contestou Vanessa pondo a mão sobre a dele —. Ocorreu algo hoje no escritório, que lhe tenha deixado de mau humor?
— Não, por que diz?
— Não sei, parece... Desanimado.
— Sim, hoje foi um dia um pouco cinza — Zac encolheu os ombros, começando a acariciar seu ventre —. Está bem, fisicamente?
— Enorme — riu ironicamente Vanessa, ao compreender que a recusava —. Não sei que vai ser de mim, quando ficar mais gorda ainda. Nem sequer posso achar que vá engordar mais, apesar de saber que será assim.
Vanessa estava convencida de que algo não ia bem, mas não sabia que mais fazer para lhe demonstrar que queria compartilhar com ele. Não obstante a preocupação começou a passar enquanto desfrutava das caricias de Zac em seu ventre. Fazia círculos cada vez mais amplos, até que sua mão lhe roçou os seios. Em seu estado, sua pele era tão sensível que o mínimo contato a excitava. Vanessa conteve o fôlego com um gemido de prazer.
— Tem uma pele tão suave — respirou ele —. Tão delicada. Encanta-me tocá-la.
— E a mim me encanta que me toque — respondeu ela se voltando para ele para beijá-lo, resistindo ao impulso de lhe confessar que o amava. No entanto Zac não a deixou se voltar para ele. Em lugar disso, a fez se virar em sentido contrário e a abraçou por trás, encurralando-a contra seu corpo e deitando sua cabeça. Zac flexionou os joelhos para acima os pondo em contato com as pernas de Vanessa. Seu corpo viril começou a excitar-se contra o traseiro dela, com o movimento. Colocou uma mão sobre seu ventre, e Vanessa estremeceu com o erotismo da postura. Depois ele deslizou os dedos por baixo da perna superior de Vanessa e moveu-a para pô-la sobre as suas. Vanessa gemeu. O pressionava para frente firmemente, entre suas pernas. Vanessa gemeu. A mão de Zac acariciava seu ventre acima e abaixo, abraçava seus seios e roçava eroticamente seus mamilos. Vanessa começou a mover-se excitada contra ele, tinha o pulso acelerado. Então ele levantou a cabeça e começou a mordiscar e lamber o lóbulo de sua orelha. Depois traçou um trajeto de beijos por seu pescoço até o ombro, e ao mesmo tempo deslizou a mão para o pelo do púbis para acariciá-lo.
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Só eu acho que se o Zac continuar calado e não perguntar
pra Vanessa o por que daquele inventário nada se resolverá!?
Será que ele não enxerga isso não!? Ele ta acabando com o meu coração
agindo assim!!! E agora o que será que vai acontecer??
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até amanhã!!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Capítulo 22

— E eu detesto estar longe de você — contestou ela comovida por sua veemência —. Mas não tinha porque se preocupar, estou bem. James teria lhe ligado se tivesse tido algum problema.
— Não o digo porque estivesse preocupado — disse então ele beijando seu olho —. Tive saudades, V. Não posso imaginar a vida sem você.
Vanessa ficou atônita. Um prazer muito diferente ao que acabava de sentir a embargou. E a esperança reavivou. Seria possível que Zac esquecesse o passado e começasse a amá-la? Sua voz soava diferente de outras vezes, tinha algo que nunca antes tinha ouvido. Mas dava-lhe medo nomeá-lo. Vanessa se agarrou contra ele e fechou os olhos, se sentindo esperançosa.
Depois daquela noite seus encontros fizeram-se habituais, e Zac foi mais feliz nessas semanas do que tinha sido em toda sua vida. Vanessa trabalhava só meio período, pelas tardes. Quando ele chegava em casa à noite, ela tinha tomado banho e lhe perguntava pelo trabalho com interesse. Depois do jantar viam televisão, conversavam ou discutiam sobre a decoração do quarto infantil. E depois... Depois chegava o momento que Zac mais esperava, desde o instante de abrir os olhos pela manhã.
Segundo parecia, sua recém estreada felicidade era evidente, porque todo mundo lhe comentava algo ou o felicitava, aonde quer que fosse.
Num dia Zac abandonava um restaurante, após comer, quando um homem o chamou ao passar. Era o Senhor Brockhiser, o presidente do Boston Savings Bank, encarregado do departamento de empréstimos, além de amigo de Zac.
— Alegro-me de vê-lo, Zac — disse Stuart estreitando-lhe a mão —. Laura e eu queríamos se dar os parabéns, por seu recente casamento.
— Obrigado, Stuart, tudo bem sua família?
— Bem, bem. O pequeno termina este ano a universidade. Talvez você e sua mulher queiram vir jantar uma noite com Laura e comigo. Onde conheceu à dama? Laura morre pelos detalhes.
— Crescemos juntos — contestou Zac —. Seu nome de solteira é Hudgens, Vanessa Anne Hudgens.
— Hudgens, da Hudgens Gallery? — perguntou Stuart sem dissimular sua surpresa.
— A mesma.
— Faz um mês pediu-nos um empréstimo. Fui visitar sua loja. É maravilhosa. Teria gostado de conceder-lhe o crédito, mas já sabe como se mostra a comissão ultimamente. As finanças não eram precisamente o seu forte — riu Stuart —. Ainda que suponha que agora sim lhe vai bem.
— Vanessa é uma mulher muito independente, e é uma excelente vendedora — comentou Zac —. Se eu fosse você, respaldaria tudo o que ela se propusesse.
— Humm — assentiu Stuart —. Bem, uma noite destas nos vemos para jantar.
— Sim, acho que Vanessa gostaria, mas será melhor esperar. Esperamos gêmeas.
— Deus meu! — exclamou Stuart abrindo enormemente os olhos —. Vai estar muito ocupado!
— Eu sei.
As semanas e as estações foram passando. A primavera deu lugar ao verão, e Vanessa começou a engordar e a engordar, enquanto os bebês cresciam em seu ventre. Ainda podiam fazer amor, e para delícia de Zac, Vanessa demonstrava ter muita imaginação e bastante agilidade apesar do que seu estado sugeria. Depois, quando deitavam juntos sobre a cama, o coração de Zac inchava até quase estalar, tratando de ocultar seus sentimentos.
Uma noite, Zac deu a tarde livre a James e voltou pra casa antes da hora para preparar uma surpresa para Vanessa. Tinha comprado rosas, e James tinha deixado o jantar feito. Zac tinha-o chamado por telefone pela manhã para pedir-lhe que pusesse a mesa com candelabros no terraço.
Ao chegar, comprovou que tinha feito algo mais que pôr a mesa. Pratos de porcelana fina, copos de vinho e de água, velas, e dois enormes candelabros estrategicamente situados. Zac colocou as rosas num jarro sobre uma mesa e observou que tinha até champanhe. Perfeito, tudo era perfeito.
Zac respirou fundo. Estava decidido. Por fim o faria. Diria a Vanessa que a amava. Que a tinha amado sempre, e que o fazia o homem mais feliz do planeta Terra. E, se não se equivocava com respeito aos sentimentos que acreditava ver crescer entre eles dois, Vanessa lhe diria que ela lhe correspondia. E então sua vida seria completa.
Zac abandonou o terraço e dirigiu-se a seu dormitório para tomar uma ducha e mudar de roupa. Vanessa amava-o, estava quase seguro. Ou isso, ou era a melhor estrela de Hollywood. Zac buscou uma caixa de fósforos pelas gavetas de seu quarto. Tinha um isqueiro no salão, mas estava seguro de que tinha fósforos por alguma parte... Provavelmente no quarto de Vanessa. James passava a vida acendendo incensos. Zac buscou na mesinha do dormitório de Vanessa por fim abriu o armário. Ao ir recolher uns fósforos, um papel sobre a cômoda chamou sua atenção. Zac abriu-o. A letra era de Vanessa. E, enquanto lia-o, a incredulidade e o choque fez presa nele, se transformando por segundos numa tremenda dor. Aparador: um serviço de chá Kirk — Stezfj —Stezfj para doze pessoas, duas toalhas de mesa irlandesas, vinte e quatro taças de vinho. Vitrina: copas de cristal de água, de champanhe, e duas classes diferentes de copos para vinho... Tinha várias folhas de papel. Eram listas de cada uma das habitações de sua casa, com seu conteúdo correspondente. Vanessa tinha estado fazendo um inventario completo. Zac voltou a deixar as folhas exatamente onde às tinha encontrado. Mal podia respirar enquanto fechava a gaveta e voltava através do banheiro a seu dormitório. Tinha sido um completo idiota, disse-se amargamente. Desde o princípio sabia que Vanessa não se casava com ele por amor e, o pensando bem, sua posição econômica devia ter muito que ver com a decisão de o eleger como pai para seus filhos.
— Zac! Onde está?
Zac respirou fundo. Não estava preparado para enfrentar ela. Mas não tinha escolha.
— Aqui, em cima — gritou —. No quarto.
Zac permaneceu imóvel, escutando os passos de Vanessa nas escadas, entrando em seu próprio dormitório, e indo a seu encontro através do banheiro.
— Sabe de uma coisa? — perguntou ela jubilosa com o rosto iluminado e mais belo que nunca.
— O que?
— Concederam-me o empréstimo! Hudgens Gallery vai expandir-se! — exclamou lançando-se a seus braços —. Oh, Zac, estou tão contente!
— É estupendo — contestou Zac agarrando-a pela cintura automaticamente, tratando de aparentar naturalidade. Depois se soltou e foi ao banheiro lavar as mãos, fingindo estar ocupado —. E quando pensa começar?
— Imediatamente — contestou ela o seguindo, sorrindo. Zac olhou-a e observou certa confusão em seu rosto —. Já falei com o dono do local que ocupa a galeria. Quero alugar-lhe também o do lado, e tirar a parede que os separa. Acho que não me porá nenhuma exigência.
— Então tudo arranjado — disse Zac se esforçando por sorrir —. Tem fome? Pode contar-me tudo durante o jantar.
— Estou morta de fome, mas acho que teremos que preparar sozinhos. James não está em casa, e a mesa não está posta.
— Ah, pedi a James que pusesse a mesa no terraço — teve que confessar Zac. Se tivesse chegado Vanessa uns minutos mais tarde... —. Irei preparar o jantar e o levarei no carrinho.
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Acho que meu coração parou de funcionar.... Deus do céu!!
Justo quando o Zac criou coragem para dizer o que realmente sente pela
Vanessa ele acha esse papel de inventario ai!? 
E por que será que a Vanessa tava fazendo um inventario
das coisas do Zac??? Ela não pode ter se casado com ele para obter vantagens
como o Zac ta pensando!! Isso não!!
A Vanessa ama ele!! Tem que ter outra explicação....
O que será que ocorrerá nesse jantar hein!?
Zanessa 4ever já escolheu as 4 fica e a votação está aberta!!! A votação vai até 18/05 às 15:30h.
Obrigada pelos comentários meninas!!!
Beijoooos e até amanhã!!